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segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Alívio ou desespero?

 

Olá!!!

O fato que vou narrar agora, aconteceu comigo nesse último final de semana, madrugada de sábado para domingo.

Moro em um bairro não muito tranquilo da cidade de Camboriu-SC, onde a maioria dos jovens atravessam a madrugada em suas festas e noitadas.

Como já larguei minha vida de boêmio a 11 anos, pois moro com uma mulher pacata e caseira, e temos o convívio como quase todos os casais normais desse planeta.

E sempre aos sábados preparamos ou seja, ela prepara alguns quitutes para oferecer as visitas de domingo, ou para o nosso próprio sabor.

Eu fico zapeando pela casa, horas na frente da tv, ou horas na frente do computador, voltando para a cozinha sempre para dar um palpitezinho, ou para me servir de um gorozinho, (água que passarinho não bebe), mas desta vez não exagerei pois talvez teríamos que sair bem cedo a fazer um favor a minha vizinha de porta.

Ela terminou seus afazeres e veio para o quarto, onde me pegou vendo e blasfemando aquele programa terrível e ordinário do Marcos Mion, e me disse: - desligue essa porcaria de programa e vamos fazer algo muito melhor, essa foi a deixa, aliás somos um casal sexualmente ativo, pelo menos 2 vezes ao ano, rsrsrs.

Como sou diabético, tenho o sono leve e me levando 8.789 vezes para ir ao banheiro em todas as madrugadas, e a quantidade de vezes aumenta quando chega o final de semana e a gente exagera um pouco.

E foi em uma  dessas vezes, que aproveitei para ir até a cozinha e também beber um pouco de água, pois precisava repor o liquido tão importante, expelido pela minha polidispsia diabética.

Ao abrir a porta da geladeira, ouço, no fundo de meu quintal, um cantico de uma menina criança que não aparentava, pela voz anasalada, mais que 10 anos de idade.

Pelo fato de ser mais de 3h da manhã, pensei quem seria o louco pai que deixaria sua filha na rua a uma hora dessas.

Logo senti de que a noite estava silenciosa, e nem sequer os passos de pessoas e ou barulho de carro ou motos com seus escapamentos estrondosos rompiam o silêncio dessa madrugada.

Fiquei estático, tentando entender a melodia, que apesar de não ter letra alguma, pois soava como a pessoa tivesse anasalado suas conções.

Era uma canção muito triste, e seguidos de gemidos inexpressíveis, a algo estranho  começou a tomar conta de meu interior.

Não conseguia saber o que estava sentindo naquele momento, mas estava sentindo, não sei se era um misto de pavor, ou curiosidade, pois tentei chega perto da janela, porém não tive coragem de afastar a cortina para ver quem estava cantando debaixo da janela de minha cozinha.

Acredito que foi por causa do pânico ou arrebatamento pela triste melodia, que fiquei por mais de 10 minutos aguardando o canto se cessar.

Voltei para o quarto, e me deparo com minha esposa em sono profundo, e eis que a canção melancólica agora estava na frente de minha casa, e com a mesma nitidez melódica.

Acordo minha esposa, e digo: - você escutou ?, ela responde que não ao mesmo momento em que a a melodia cessa de vez, para eu não mais ouvir essa noite.

Conto o fato a minha esposa e instantaneamente ela se arrepia muito e me diz que algo de ruim está nos rodeando, e que era para a gente orar e pedir perdão a Deus pelo nossos pecados.

Ela não havia escutado nada mas sentiu uma presença estranha naquela noite.

No domingo pela manhã, levantei sem me lembrar do ocorrido, e fomos juntos para levar nossa cadelinha para fazer suas necessidades na frente de casa, pois ela as faz sempre no mesmo lugar, e desta vez somente cheirou, cheirou e rosnou e entrou para dentro de casa, e hoje pela manhã também recusou o local de suas necessidades.

Contei o fato a minha mãe, e ela me disse que nós tinhamos recebidos a visita de um anjo.

Disse que os anjos clamam por nossas vidas, e que é hora de nos purificar, e refletir o quão somos importantes para Deus nosso Criador.

Essas palavras me trouxeram conforto e preocupação, se por um lado a fé que se abala, e nos tornam incrédulos, esses tipos de manifestações nos fazem renovados e cheios da certeza de que existe um criador que nos ama e envia anjos para clamar nossa presença perante nosso pai.

Por outro lado me trouxe a preocupação de o quão somos tão distantes das coisas espirituais, que nos engrandecem e nos fazem melhores.

Pois somos tão afastados das coisas de Deus, que nos tornamos frios, calculistas, promíscuos e grandes pecadores, sem perceber que essa vida é apenas passageira, e que nossa eternidade está próxima, e ainda não estamos preparados para a grande viagem eterna.

E isso pode nos causar alívio ou desespero.

Ps. Deus não ama o pecado, mas ama o pecador.

Pense nisso.

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